- 28 de março - 12º K e 2º TT
- 29 de março - 12ºH e 12ºI
A Escola, enquanto Agente de Socialização e espaço de convívio, partilha de referenciais, normas, regras, valores, construção de projetos e referências, assume, cada vez mais importância e responsabilidade, em todo o processo de desenvolvimento e construção dos jovens/indivíduos, devendo ser capaz de proporcionar contactos e vivências concretas, que possam alertar, sensibilizar e, ao mesmo tempo, fazer refletir, sobre a prática de determinados comportamentos e atos desviantes da matriz normativa da sociedade, muitas vezes inconscientes ou induzidos por ilusões e facilitismos, tantas vezes conducentes a caminhos de marginalidade, frustração e destruição de sonhos e projetos de vida.
Procurando responder às funções e responsabilidades da escola, bem como enquadrar as metodologias de trabalho, a professora Fernanda Gomes, no âmbito dos objetivos programáticos das disciplinas de Introdução ao Direito e Sociologia, em articulação com os respetivos Conselhos de Turma do 12º K; 12º H; 12ºI e 2º TT, em termos do Projeto de Desenvolvimento para a Cidadania, programou e concretizou 2 visitas de estudo ao Campus da Justiça, nos dias 28 e 29 de março, com a colaboração das professoras Ana Valador, Idália Patrocínio e Conceição Marques, onde os alunos das referidas turmas puderam assistir, presencialmente, 2 turmas por dia, em sala de audiências, perante um Coletivo de Juízes, o Magistrado do Ministério Público, os Advogados de defesa e acusação, bem como o arguido, (neste caso em situação de prisão preventiva), e testemunhas; ao julgamento/aplicação das normas de direito, face à prática de um crime, isto é, violação das normas da sociedade.
Após o términus da sessão de julgamento, o Coletivo de Juízes, assim como a Magistrada do Ministério Público, prestaram várias informações sobre o funcionamento e funções do respetivo tribunal e outras questões que os alunos colocaram, nomeadamente o facto do arguido ter chegado algemado à sala de tribunal, o que permitiu aos alunos alguns pontos de reflexão, nomeadamente em termos de alguns atos praticados por muitos jovens na atualidade.
Consideramos que a experiência foi muito sensibilizadora e pedagógica para os nossos alunos, ao que reforçamos os nossos agradecimentos ao Meritíssimo Juiz Presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

